Agora é sempre uma boa hora :)

Promover uma mudança, seja ela qual for, não é tarefa fácil – e não tem fim: é um trabalho constante que precisa de atenção para ser sustentado, até tornar-se o mais automático possível, estilo de vida instaurado.

Falando de maternidade / parentalidade, essa busca de desenvolvimento e equilíbrio exige que, de tempos em temos, façamos um inventário do que está vindo a tona que deve permanecer ou ser descartado. As crianças mudam constantemente e nos trazem desafios cíclicos de “muito o que aprender” para lidar com esse Ser que se transforma a cada etapa de desenvolvimento conquistada.

Isso pode gerar uma dúvida – um auto questionamento – já natural, mas com a pandemia, esse reavaliar ficou urgente.

O que funcionava antes, não funcionou tão bem com todo mundo trancado dentro de casa por um ano e meio.

Agora, com as vacinas, a esperança e a rotina voltando (lentamente gente, pelo menos mais um ano, aproximadamente), pode ser um bom momento para fazer um balanço da nossa performance parental antes da quarentena, durante e o que desejamos para esse futuro próximo.

Os “estilos parentais” são frequentemente divididos em quatro categorias:

  • autoritário
  • permissivo
  • negligente
  • consciente

Pode ser que não  nos identifiquemos com um único estilo, que flutuemos entre eles e tudo bem, é normal e esperado. Ninguém, ou pelo menos a maioria das pessoas, não é uma coisa só, o tempo todo, não é mesmo?

Todos temos oscilações de humor e nossas próprias necessidades para atender, o que importa é, no geral, ser consistente no que diz respeito ao seu objetivo, a essência do que você quer praticar e alcançar; a tríade conexão – respeito – gentileza (ao mesmo tempo), mostrar-se vulnerável e assumir os erros como oportunidades de aprendizado.

Se antes da pandemia nossas prioridades estavam confusas, hoje podemos ter clareza que precisamos investir um tempo de qualidade com nossos filhes; deu pra perceber que o controle nos leva a disputa de poder e a permissividade traz insegurança paras crianças (o que as deixa inseguras e ansiosas) também.

Agora, nessa “nova era”que se anuncia, temos uma grande oportunidade de retomar nossas vidas mirando de uma perspectiva diferente, com o horizonte consideravelmente expandido tanto pela certeza da finitude e de que estamos sim todos conectados, quanto pela urgência de conexão e presença que a pandemia pôde, de inúmeras formas, nos mostrar.

O que importa é ter em mente que cada dia é um novo dia, e que sempre que precisamos, podemos (re) alinhar a vela do barco e retomarmos nosso projeto de auto regulação emocional para praticarmos  a maternidade, como queremos ser.

Inspirado no artigo de Meghan Moravick, publicado na  revista eletrônica  Life Hacker.

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